terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

O Orgulho e a Vaidade






O orgulho é a consciência (certa ou errada) do nosso próprio mérito, a vaidade, a consciência (certa ou errada) da evidência do nosso próprio mérito para os outros. Um homem pode ser orgulhoso sem ser vaidoso, pode ser ambas as coisas, vaidoso e orgulhoso, pode ser, pois tal é a natureza humana, vaidoso sem ser orgulhoso. 

É difícil à primeira vista compreender como podemos ter consciência da evidência do nosso mérito para os outros, sem a consciência do nosso próprio mérito. Se a natureza humana fosse racional, não haveria explicação alguma. 

Contudo, o homem vive a princípio uma vida exterior, e mais tarde uma interior; a noção de efeito precede, na evolução da mente, a noção de causa interior desse mesmo efeito. 

O homem prefere ser exaltado por aquilo que não é, a ser tido em menor conta por aquilo que é. É a vaidade em acção.

Fernando Pessoa, in "Da Literatura Européia"

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Mestres - Nova Era - Canalizações - Iniciação -03



O verdadeiro propósito desse tipo de iniciação é servir à humanidade para garantir que a Luz seja irradiada em meio às trevas. 

Podemos ver, de fato, que as obrigações e responsabilidades do iniciado são grandes e também percebemos que a importância de uma linhagem iniciática continuada e ininterrupta é de suma importância para que o poder da Luz cresça e transcenda as limitações do iniciado individual. 

O indivíduo pode dar as costas à Luz, mas a cadeia iniciática e a linhagem centenária de iniciados criam uma condição que supera o indivíduo, pois não pode ser destruída pelos fracassos de uma pessoa, seja ela quem for. 

Nenhuma pessoa isolada ou grupo pequeno de pessoas têm a força para desfazer o que foi feito. Isso se torna uma força e um poder da Luz que não pode ser desviado. 

Eis por que é tão absurdo ouvir a alegação que as ordens iniciáticas estão obsoletas e eis por que é tolice pensar que uma criação completamente moderna da “Nova Era” pode substituir um sistema que tem funcionado e prestado um grande serviço por incontáveis séculos.

O sistema da CR+C é o tipo de cadeia iniciática que acabamos de discutir. O sistema só pode ser obstruído caso a maioria dos iniciados se torne negligente quanto às suas obrigações e responsabilidades. Mesmo assim, bastaria somente um iniciado verdadeiro para reviver o Trabalho.

A segunda forma de iniciação é extremamente rara, e é talvez a fonte de todas as ordens iniciáticas, em que o recipiente da iniciação a recebe diretamente através de uma osmose espiritual, e não através de um iniciador humano. 

Indivíduos tais como Pitágoras e Louis Claude de Saint Martin são exemplos disso. 

A validade de suas iniciações pode ser provada através de certos sinais que representam certos segredos Cósmicos que são revelados por tais indivíduos através de suas obras ou das ordens que eles deram origem. A iniciação rara será coberta em maiores detalhes num artigo separado.

O terceiro tipo de iniciação que consideraremos é a iniciação prejudicial ou iniciação negativa. Há dois tipos delas: aquelas criadas pelas influências destrutivas de um ser humano que utiliza a técnica iniciática para atingir fins egoístas e, segundo, aquelas iniciações produzidas pelas ações da ignorância e do engano, às quais comumente nos referimos como Forças das Trevas. 

O iniciado das Forças das Trevas é aquele que se harmoniza com as criações astrais da cobiça e do ódio e desse modo nunca adentra os planos espirituais. São, na verdade, ilusões, mas ao mesmo tempo uma força que deve ser levada em consideração em nosso nível de manifestação.

A Luz Espiritual não conhece as trevas, mas para receber a Luz precisamos transcender as trevas e atingir o nível da Luz. Devemos, através da iniciação, deixar as trevas para trás através de nossos próprios esforços. 

Não podemos levar as trevas conosco ao nos aproximarmos da Luz. 

A Luz não virá a nós se permitirmos que as trevas estejam presentes. 

Eis por que os mestres não canalizam através de médiuns em nosso plano de existência. 


Elementos Introdutórios da Iniciação - G.L.S. (editado)



Por: AS

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Mestres - Nova Era - Canalizações - Iniciação -(2)



Nicholas Roerich disse uma vez que era possível que um iniciado evoluísse além da escola de pensamento que pela primeira vez o introduziu aos mistérios. De fato, espera-se que isso venha a acontecer. Mas ele também declarou que o iniciado sempre se lembraria com carinho e reverência daquilo que o guiou no Caminho.

O que é, então, essa técnica iniciática que é nosso dever proteger? 

E o que ela ensina? Em um estágio elementar, a iniciação é simplesmente um começo, como assim subentende a derivação da palavra latina “initium”. 

A iniciação é o início de um novo estado ou condição abrindo-se para um novo caminho. Há três classes tradicionais de iniciação que consideraremos: comum, rara e prejudicial.

O profano é considerado um prisioneiro cego das trevas que vagueia pelos diversos reinos do engano, ilusão e erro. Se o profano for sincero, por fim encontrará uma iniciação que realmente o coloca em uma nova condição livre das mentiras e preconceitos. Em uma palavra, essa pessoa se torna iluminada e é reconhecida como um iniciado, tornando-se, por meio disso, mais forte e mais poderoso. Um novo caminho é aberto ao iniciado e a Verdade Cósmica é revelada através do simbolismo, uma chave a ser utilizada para desvelar os mistérios ocultos ao mundo profano. 

A conseqüência da iniciação é ao mesmo tempo uma possibilidade e uma consequência de utilizar a luz recém adquirida em nome da humanidade, uma possibilidade no sentido que o iniciado pode se recusar a cruzar o portal; e uma consequência, no sentido que, se o cruzar, o iniciado deve se tornar um foco de radiação da luz. 

O iniciado deve se livrar de todo egoísmo e interesses egocêntricos. 

Se esses grilhões forem quebrados, a emissão de luz é ao mesmo tempo amor, energia e poder. 

A natureza desse poder é uma transmissão do iniciador para o iniciado por indução mental, o que cria uma nova condição mental ou percepção. 

O iniciador pode ser outra pessoa ou pode ser simplesmente a Natureza, mas o ato da iniciação cria um equilíbrio dentro do iniciado reconhecido como harmonia. 

Uma vez atingida a harmonia, o poder torna-se percebido e, por meio disso torna-se permanente. Aquilo que é feito não pode ser desfeito. 

O iniciado percebe que não pode nunca mais voltar para o mundo profano. 

Mas ao mesmo tempo, não há garantia de que o iniciado permanecerá no Caminho. É por isso que é extremamente importante que a ligação com o iniciador original seja mantida e que todas as viagens futuras sejam feitas de forma progressiva. Negar o iniciador original é negar o Trabalho. Desta forma, lembramo-nos das palavras de Roerich, como mencionado previamente.

A ligação ou a linhagem do iniciador ao iniciado é uma transmissão de poder através de uma cadeia ininterrupta de iniciados que são, essencialmente, veículos humanos da Luz. 

Geralmente, um ritual especial acompanha tal transmissão e seu propósito é o de desencadear uma corrente de assistência celestial causando a harmonização com forças espirituais que ajudam o iniciado a destruir, pelo fogo, suas qualidades profanas. 

Um verdadeiro ritual de iniciação em muito ultrapassa uma simples dramatização.

Uma dramatização somente tocará as emoções e o intelecto. O ritual tocará a essência espiritual e trará à existência a assistência espiritual através de um despertamento.

Quando um verdadeiro ritual de iniciação ocorre, ele é acompanhado pela responsabilidade do iniciado em manter a transmissão do poder espiritual através da obrigação de irradiá-lo a partir do interior de seu ser. 

Há também a obrigação de cada iniciado de se certificar que a Luz seja perpetuada e transmitida às gerações sucessivas, assegurando assim a continuidade da técnica. 

No entanto, ainda é possível ao iniciado afastar-se da linhagem e utilizar o poder para fins egoístas. 

Se isso for feito neste estágio, não estamos lidando com um indivíduo que é simplesmente ignorante acerca da Luz, mas com alguém que conscientemente serve às Forças das Trevas.

O verdadeiro propósito desse tipo de iniciação é servir à humanidade para garantir que a Luz seja irradiada em meio às trevas.

Elementos Introdutórios da Iniciação - GLS (editado)



Por: AS

Mestres - Nova Era - Canalizações - Iniciação (1)



Todo o conceito da idéia popular de mestres ou personalidades iluminadas nada mais faz que depreciar o trabalho que eles idealizam. Por quê? Porque tais mestres nada mais são que a criação e personificação da compreensão limitada das pessoas que os criam.


Na assim chamada “Nova Era”, que é referência para nossos tempos da mesma forma que períodos anteriores foram conhecidos como “A Reforma” e a “Era do Iluminismo”, encontramos muitos que alegam ser canais exclusivos das personalidades de mestres que, pela primeira vez na história da humanidade, estão se revelando a nós com o propósito de salvação.



Como isso difere das hostes de santos medievais trazidas a nós pela igreja?



Ou dos deuses dos gregos e de outros povos?



Como pode a humanidade hoje ser tão arrogante a ponto de pensar que, pela primeira vez na história, seremos salvos pela interação pessoal de mestres, deuses ou santos?



Não estamos em uma “Nova Era”, da mesma forma que nunca realmente estivemos em qualquer outra “era”.



Estamos simplesmente em uma era que sempre esteve presente.



Como em séculos passados, as pessoas estão agora se voltando com interesse renovado para ideais mais elevados, mas a maioria delas está colocando sua fé em uma personificação para guiá-las para a iluminação.



Eis uma cilada que só a iniciação pode ajudar a evitar.



É verdade que hoje muitas pessoas estão sinceramente canalizando mestres.



Mas esses mestres não são da hierarquia esotérica.



O que está sendo canalizado nada mais é que as crenças criadas personificadas pela consciência coletiva daqueles que acreditam.



Aqueles que são proficientes em viajar nos reinos astral ou psíquico comprovarão o fato de que podem se encontrar face a face com o deus Apolo ou com o Mestre Kuthumi.



Mas só um iniciado pode verdadeiramente diferenciar entre aquilo que é real e aquilo que é uma manifestação criada. Uma manifestação criada possui vida, possui personalidade, mas não possui nenhuma substância espiritual.



E tocar a verdadeira hierarquia esotérica requer o reconhecimento dessa substância e a ascensão àquele nível de manifestação.



O plano astral não é tão diferente do plano físico, exceto que a matéria como a compreendemos não está presente.



Conseqüentemente, nossa percepção dentro do mundo astral vê uma condição de natureza mais etérea, que é muito mais fácil de criar em forma visível.



Muito daquilo que é de natureza positiva, quando visto nesse reino astral, são pessoas materializadas de uma maneira que não pode ser feita no plano físico.



Devemos também lutar com traços negativos de medo e ódio que também se manifestam nesse reino. Juntos, eles formam um mundo paralelo que ainda contém engano e ilusão.



Muitas pessoas acreditam que ao terem uma experiência nesse reino conseguiram atingir o que buscavam por encontrarem suas crenças lá personificadas.



Mas se essas pessoas tivessem verdadeiramente experimentado uma iniciação, elas primeiramente ficariam muito desapontadas ao descobrir que aquilo que freqüentemente achavam ter atingido nada mais era que uma parte delas mesmas.



Mesmo assim, se foram sinceras, a verdadeira beleza da iniciação desabrocharia e seu desapontamento daria lugar a um estado exaltado de compreensão ao saber que um véu foi removido e que a verdadeira hierarquia esotérica dos mestres está um pouco melhor compreendida.



O problema hoje em nosso mundo, no que diz respeito a assuntos esotéricos, é que a iniciação não está presente como um sistema real na advocacia da “Nova Era”.



A iniciação pode nos levar além das limitações e dos enganos físicos e psíquicos. Ao mesmo tempo, devemos nos conscientizar de que uma iniciação não é física ou psíquica, embora métodos físicos ou psíquicos sejam utilizados.



Uma iniciação verdadeira é puramente espiritual. Ela ocorre a partir do interior de cada indivíduo como resultado de seu próprio preparo e presteza, sendo inspirada e acelerada por um ritual físico que às vezes se associa a uma experiência psíquica.



Vejam as alegações de diferentes organizações e indivíduos. Quantos utilizam o processo iniciático?



Não concordamos que, quando nossos olhos estão abertos, a maioria das alegações de espiritualidade são crenças pessoais formadas a partir do intelecto?



Mesmo aquelas poucas organizações que declaram utilizar a técnica iniciática criam suas iniciações para adequá-las às suas idéias preconcebidas.



É imperativo que nos divorciemos dessas armadilhas.



Caso contrário, seremos culpados de auxiliar as forças destrutivas à natureza.



Existem hoje apenas algumas poucas estirpes de ordens iniciáticas prontamente disponíveis a todos os estudantes sinceros.



O verdadeiro iniciado pode encontrar qualquer uma delas.



Mesmo assim, elas estão abertas somente a um número limitado.



Há também outras escolas que servem à verdadeira hierarquia esotérica, mas sua técnica difere um pouco da linhagem iniciática; mesmo assim, somente um iniciado as compreenderá e elas também são muito poucas e reclusas...



"Elementos Introdutórios da Iniciação", GLS (editado)


Por: AS

domingo, 1 de janeiro de 2012





A ausência de auto-importância é a marca de uma pessoa realmente estudiosa, culta e sábia. Mas esta frase também se presta à interpretação de: "O estudo conduz à disciplina", não uma disciplina imposta externamente por livros sagrados ou outra autoridade. 

Do ponto de vista espiritual, todo estudo deve ser um processo de aprendizagem e não uma absorção de idéias de outras pessoas, de memorizar passagens e acumular informações. A aprendizagem deve fazer surgir uma mudança interior e um crescimento do entendimento.

Se o estudo não conduz à pureza do altruísmo, não há verdadeira aprendizagem. 

O sentimento de unidade fortalece atitudes compreensivas e piedosas e nos impede de fazer certos tipos de ações. 

Quando a unidade é sentida, é possível ferir outrem? Ações prejudiciais são impossíveis para quem é sensível à verdade da unidade. .

Muitas pessoas, especialmente nos países ocidentais, não gostam da palavra "disciplina". Sentem que ela é uma invasão à sua liberdade. 

No Oriente, onde as pessoas aceitam a idéia de uma vida disciplinada, os deveres são cumpridos como parte de uma rotina natural e não se dá muita atenção aos relacionamentos. 

Entretanto, nesta era da informação, ambas as sociedades, ocidentais e orientais, encontram-se caóticas, com o crescente aumento da indisciplina do egoísmo.

Procurar conhecimento avançado, mas ignorar a necessidade de disciplina é uma forma de ignorância. 

O conhecimento brota do interior, do Eu, que é um estado de Conhecimento ou Sabedoria. 

Mas para que esse Conhecimento se manifeste, o que é chamado de personalidade ou eu inferior deve ser disciplinado e subordinado ao verdadeiro Eu. 

A personalidade muitas vezes foi comparada a cavalos indóceis e a macacos agitados. Se permitirmos que ela assuma o controle, irá afastar-nos do conhecimento. Mas com disciplina, ela aprenderá a servir ao Mestre interior.

A instrução que conduz à Sabedoria Divina não pode ser obtida a menos que certas condições sejam preenchidas e rigorosamente cumpridas durante anos de estudo. Verdadeiros instrutores espirituais não aceitam discípulos que relutam em cumprir as condições necessárias.

Há uma lista do que se chama, meios mais eficientes de atingir o verdadeiro conhecimento e preparar-se para o recebimento da sabedoria superior: meditação, abstinência, prática de deveres morais, pensamentos benévolos, boas ações e palavras amáveis, boa vontade com tudo e completo esquecimento do eu. 

Quaisquer dessas orientações posta em prática toma a consciência do estudante muito mais receptiva e sensitiva. Aí então, toda instrução recebida de um instrutor ou de uma fonte externa é assimilada e transforma-se em ensinamento que damos a nós mesmos. É o mesmo que nossa natureza-sabedoria nos diz. 

Nenhuma disciplina é eficaz se não surgir de nossa própria intuição, compreensão e estudo.

Muitos ensinamentos importantes são bastante simples, mas as pessoas preferem desconsiderá-los. Por exemplo, o ensinamento sobre a não-violência é conhecido pelos cristãos que foram advertidos "não resistais ao mal"; a disciplina budista proíbe fazer dano; outras religiões também apóiam o princípio da não-violência. 

Mas muitos interpretam estas instruções conforme sua conveniência e, portanto, suas práticas religiosas não conseguem transformá-los. Somente adotando uma maneira de vida que acalme o cérebro e a mente e conduza à lucidez da percepção, pode a instrução teórica tornar-se verdadeiro conhecimento.

Como dissemos, o sério estudo sobre a unidade da vida elimina a atividade agitada e prejudicial. Da mesma forma, o estudo da lei de causa e efeito, se seriamente buscado, causará uma mudança em nossas vidas e irá conduzir-nos a um estado de paz e harmonia. 

Compreender a lei de causa e efeito significa abster-se de toda espécie de maldade e ter cuidado para que as influências que recebemos sejam boas e úteis. 

A última condição é o completo esquecimento do eu , não acontecerá de um momento para outro, mas quando os outros pontos forem atingidos, o eu inferior será controlado e a mente irá tornar-se humilde e naturalmente disciplinada e desta forma aberta à Sabedoria superior

Ano Novo.





Na Tradição o momento do Equinócio de Áries marca o começo de um novo ano. No dia 20/03, ocorre na terra um fenômeno astronômico denominado Equinócio de Outono, hemisfério sul, e Equinócio de Primavera, no hemisfério norte, neste momento o Sol entra no signo zodiacal de Áries, e um novo ciclo solar se inicia com a caminhada, aparente, do Sol pelos doze signos do zodíaco, indo de Áries a Pisces. No dia dos equinócios, o dia tem duração idêntica à da noite, daí o significado da palavra equinócio. Nada poderia ser mais sábio que iniciar o ano, justamente, com o inicio do ciclo solar, que mostra a “viagem” do Sol pelos signos zodiacais.

O Equinócio da Áries era comemorado como o Ano Novo é o rito de fertilidade que celebra o nascimento da Primavera e o redespertar da vida na Terra.

Procurando manter-se sempre em harmonia com as leis da Natureza e do Cosmos, nossos antepassados, frente a tais fenômenos, celebravam festas e ritos apropriados à ocasião, e adotaram, ao norte do equador, o equinócio da primavera como data para o início do Ano Novo Solar.

Aliás, a constelação de Áries, primeira do Zodíaco e facilmente localizável no céu, já era conhecida pelos babilônios. Cerca de 2.500 anos a.C., diante da freqüência de tais fenômenos, eles fixaram o início do ano, justamente, nessa época.

O calendário romano, antes da reforma determinada por Júlio César, tinha início no mês de março. Este calendário, ou Juliano, em data bem posterior foi revisto e atualizado pelo gregoriano, que é usado até hoje em quase todos os países do mundo.

Na primavera, o movimento aparente do Sol é indicado como um novo nascimento. Nesse período parece que a vida se renova na Terra, pois recebe novas e mais poderosas energias transmitidas pelos raios solares e os benefícios adicionais gerados pela posição harmônica dos planetas que compõem o sistema.

O cristianismo, ao celebrar a Páscoa dias após o equinócio da primavera, tem por objetivo a identificação do ressurgimento do vigor da Natureza com a Ressurreição do Mestre Jesus, o Cristo Salvador, enquanto a comunidade judaica, nessa mesma época, comemora a festa da colheita da cevada e a festa da liberdade, em memória da redenção dos escravos israelitas.

O Cristo-Sol deve avançar para dar-nos vida, e, no equinócio da Primavera, se crucifica na Terra. É precisamente na Primavera que o Senhor deve passar por sua vida, paixão e morte, para logo ressuscitar; a Semana Santa é na Primavera no Hemisfério Norte.

O Sol físico nada mais é que um símbolo do Sol Espiritual, do Cristo-Sol. Quando os antigos adoravam o Sol, quando lhe rendiam culto, não se referiam exatamente ao Sol físico; rendia-se culto ao Sol Espiritual, ao Sol da Meia-Noite, ao Cristo-Sol.

Inquestionavelmente, é o Cristo-Sol quem deve guiar-nos nos Mundos Superiores de Consciência. Vamos refletindo sobre tudo isto, e convém que entendamos o que é o Drama. É necessário que também em nós nasça o Cristo-Sol, ele deve nascer em nós

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

O CAMINHO DA SERPENTE





Reconhecer a verdade como verdade, e ao mesmo tempo como erro; viver os contrários, não os aceitando; sentir tudo de todas as maneiras, e não ser nada, no fim, senão o entendimento de tudo [...].

Ela atravessa todos os mistérios e não chega a conhecer nenhum, pois lhes conhece a ilusão e a lei. Assume formas com que, e em que, se nega, porque, como passa sem rasto recto, pode deixar o que foi, visto que verdadeiramente o não foi. Deixa a Cobra do Éden como pele largada, as formas que assume não são mais que peles que larga.

E quando, sem ter tido caminho, chega a Deus, ela, como não teve caminho, passa para além de Deus, pois chegou ali de fora.

Fernando Pessoa