quarta-feira, 20 de março de 2013

De “Aulas da Vida”




"Olhai os lírios do campo; eles não trabalham nem tecem; no entanto eu vos digo: mesmo Salomão, em toda sua glória, não se vestiu como um deles". S. Mateus 6-28

"A lição nos adverte contra as inquietações improdutivas, sem compelir-nos à ociosidade.

O lírios para se evidenciarem quais se revelam não se afligem e nem ceifam; no entanto, esforçam-se com paciência, desde a germinação, na própriodesenvolvimento, abstendo-se de agitações pela conquista de reservas desnecessárias com receio do futuro, por acreditarem instintivamente nos suprimentos da vida.

Não fiam nem tecem para mostrarem na formosura que os caracteriza; todavia, não desdenham fazer o que podem, a fim de cooperar no enriquecimento do esforço humano.

Não se preocupam em ser gerânios ou cravos e sim aceitem-se na configuração e na essência de que se viram formados, segundo os princípios da espécie.

Não cogitam de criticar as outras plantas que lhes ocupam a vizinhança, deixando a cada uma o direito de serem elas mesmas, nas atividades que lhes dizem respeito à própria destinação.

Admitem calor e frio, vento e chuva, deles aproveitando aquilo que lhes possam doar de útil, sem se queixarem dos supostos excessos em que se exprimam.

Não indagam quanto à condição ou à posição daqueles a quem consigam prestar serviço, seja acrescentando beleza e perfume à Terra ou ornamentando festas e colaborando no interesse das criaturas em valor de mercado.

E, sobretudo, desabrocham e servem, no lugar em que foram situados pela Sabedoria Divina, através das forças da natureza, ainda mesmo quando tragam as raízes mergulhadas no pântano.

Evidentemente, nós, os espíritos humanos, não somos elementos do reino vegetal, mas podemos aprender com os lírios, serenidade e aceitação, paz e trabalho, com as responsabilidades e privilégios do discernimento e da razão que uma simples flor ainda não tem."




quinta-feira, 14 de março de 2013

Uma violeta não pode se tornar uma rosa.




- Interrogante: Diz-se que exemplo é melhor que preceito. Não pode o valor do exemplo pessoal a outro ser considerável, como o seu mesmo?
- Krishnamurti: qual é o motivo por trás dessa pergunta? Não é porque o interrogante deseja seguir um exemplo, pensando que isso poderá levá-lo à realização? Seguir o outro nunca leva à realização. Uma violeta não pode se tornar uma rosa, mas a violeta em si mesma pode ser uma flor perfeita. Não tendo certeza, a pessoa busca certeza na imitação do outro. Isto produz medo do qual surge a ilusão de abrigo e conforto no outro, e as muitas falsas ideias de disciplina, meditação e a subjugação da pessoa a um ideal. Tudo isso simplesmente indica a falta de compreensão da pessoa, a perpetuação da ignorância. Isto é a raiz do sofrimento, e em vez de discernir a causa, você pensa que pode compreender a si mesmo através do outro. Olhar para o exemplo de outro só leva à ilusão e ao sofrimento.

O VAZIO - Tao Te Ching



Trinta raios se unem no eixo;
Por causa do vazio central podemos usar a roda.
Barro é moldado num vaso;
Por causa do espaço vazio podemos usá-lo.
Paredes são construídas e formam um lar;
Por causa das portas podemos usar a casa.
Assim, os utensílios advêm do que existe,
Mas a utilidade advém do não-ser.

sábado, 2 de março de 2013




"SABER SUFI - Algumas vezes a Luz dos Atributos Divinos pode provocar sua reflexão no espelho do coração de acordo com a pureza deste último. Esta Luz distingue-se por um sentimento de bem-aventurança do coração, o que mostra sua procedência de Deus e não dos outros. É difícil descrever essa bem-aventurança. Diz-se que a Luz dos Atributos Construtivos é iluminativa mas não queima; que a dos Atributos Desintegrativos é queimante mas não ilumina. Isso esta além da compreensão do intelecto. Algumas vezes quando a pureza do coração é completa, o Vidente vê o Um Verdadeiro dentro de si quando olha internamente, e o Um Verdadeiro fora se olha para o universo. Quando a Luz Divina é reflectida na luz da alma e do coração, a visão se manifesta sem forma e infinita, única e em harmonia, como a base e o sustento de TODA a existência. Aqui não existe nascer ou morrer, direita ou esquerda, em cima ou em baixo, espaço ou tempo, longe ou perto, noite ou dia, céu ou terra. Aqui a pena se parte, a língua falha, o intelecto mergulha no vazio, a inteligência e o conhecimento perdem o seu rumo na estranheza do deslumbramento.” ( Mestre Sufi – Makdûm-ul-mulk )."

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

SOU RESPONSÁVEL



PELA GUERRA…
– Quando orgulhosamente faço uso da minha inteligência para prejudicar o meu semelhante.
– Quando menosprezo as opiniões alheias que diferem das minhas próprias.
– Quando desrespeito os direitos alheios.
– Quando cobiço aquilo que uma outra pessoa conseguiu honestamente.
– Quando abuso da minha superioridade de posição, privando outros de sua opotunidade para progredir.
– Se considero apenas a mim próprio e a meus parentes pessoas privilegiadas.
– Quando me concedo direitos para monopolizar recursos naturais.
– Se acredito que outras pessoas devem pensar e viver da mesma maneira que eu.
– Quando penso que sucesso na vida depende exclusivamente do poder, da fama e da riqueza.
– Quando penso que a mente das pessoas deve ser dominada pela força e não educada pela razão.
– Se acredito que o Deus de minha concepção é aquele em que os outros devem acreditar.
– Quando penso que o país em que nasce o indivíduo deve ser necessariamente o lugar onde ele tem de viver.

PELA PAZ…
– Se direciono correta e construtivamente os poderes da minha mente.
– Se concedo ao meu semelhante o direito pleno de se expressar, de acordo com seu próprio entendimento das verdades da vida.
– Se reconheço que os meus direitos cessam quando se iniciam os direitos de outros, e aceito isso como um mínimo indispensável de disciplina.
– Se faço uso dos poderes interiores para criar as minhas próprias oportunidades.
– Se consigo promover a evolução dos que me cercam, sem considerar ameaçada a minha posição, e entendo que esta é a minha maior fonte de sucesso.
– Se compreendo que as Leis Divinas diferem das criadas pelo Homem, e que nenhum direito divino especial é concedido a alguém unicamente por seu berço.
– Se reconheço que os recursos naturais devem servir indistintamente a todas as formas de vida, e que não me cabem direitos exclusivos sobre eles.
– Se compreendo que nada é mais livre do que o pensamento e que o pensamento construtivo transforma o Homem, direcionando-o à sua verdadeira meta.
– Quando sinto que toda felicidade depende do simples fato de existir… de estar de bem com a vida.
– Se percebo que todo ser humano pode vir a ser um grato amigo, quando convencido pela argumentação sincera.
– Se considero que “a Alma de Deus adquire personalidade no Homem”, e que este só pode conceber Deus a partir de sua própria percepção da Divindade.
– Se reconheço a mim e ao meu semelhante como partes integrantes do universo e que a cada um cabe a busca do lugar onde melhor possa servir.
“Se estou em paz, eu promovo a paz dos que me cercam. Por sua vez, eles promovem a paz daqueles que estão à sua volta e que também farão o mesmo. Então, a paz começa por mim! E sem ela não pode haver a necessária transformação social.”



– Ralph Maxwell Lewis, FRC

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012





"Radha é a personificação do Amor absoluto pelo divino, total e integral em TODAS as partes do ser, desde a espiritual mais alta até a física, trazendo a absoluta doação de si e a total consagração do Ser, e chamando para baixo, para dentro do corpo e da natureza mais material, a Ananda Suprema." 

Radha: a esposa de Krsna, personificação do Absoluto dar-se e da total consagração de todo ser ao Divino; corporificação simbólica da alma...

Uma forma maravilhosa de expressar o Amor

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Estatuto do Natal Ernest Sarlet




Art. I:
Que a estrela que guiou os Reis Magos para o caminho de Belém guie-nos também nos caminhos difíceis da vida.

Art. II:
Que o Natal não seja somente um dia, mas 365 dias.

Art. III:
Que o Natal seja um nascer de esperança, de fé e de fraternidade.

Parágrafo único:
Fica decretado que o Natal não é comercial, e sim espiritual.

Art. IV:
Que os homens, ao falarem em crise, lembrem-se de uma manjedoura e uma estrela, que como bússola, apontam para o Norte da Salvação

Art. V:
Que no Natal, os homens façam como as crianças:
dêem-se as mãos e tentem promover a paz.

Art. VI:
Que haja menos desânimos, desconfianças,
desamores, tristezas. E mais confiança no Menino Jesus.

Parágrafo único:

Fica decretado que o nascimento de Deus Menino é para todos: pobres e ricos, negros e brancos.

Art. VII:
Que os homens não sigam a corrida consumista de
"ter", mas voltem-se para o "ser", louvando o Seu Criador.

Art. VIII:
Que os canhões silenciem, que as bombas fiquem eternamente guardadas nos arsenais, que se ouça os anjos cantarem Glória a Deus no mais alto dos céus.

Parágrafo único:
Fica decretado que o Menino de Belém deve ser reconhecido por todos os homens como Filho de Deus, irmão de todos!

Art. IX:
Que o Natal não seja somente um momento de festas, presentes.

Art. X:
Que o Natal dê a todos um coração puro, livre,
alegre, cheio de fé e de amor.

Art. XI:
Que o Natal seja um corte no egoísmo. Que os homens de boa vontade comecem a compartilhar,
cada um no seu nível, em seu lugar, os bens e conquistas da civilização e cultura da humildade.

Art. XII:
Que a manjedoura seja a convergência de todas as coordenadas das idéias, das invenções, das ações e esperanças dos homens para a concretização da paz universal.

Parágrafo único:
Fica decretado que todos devem poder dizer,
ao se darem as mãos:

FELIZ NATAL!!!