terça-feira, 20 de julho de 2010

RITUAL DO PERDÃO



O que é Perdoar ? O que vem a ser Perdoar ?
Vejamos sua etimologia: podemos entender seu significado desmembrando-a:
Perdoar vem do latim. Per Dona, e o significado da palavra Per é Para, e Dona, é Doar, Dar.
Traduzindo: Para Doar, ou Para Dar alguma coisa para alguém.
Na língua inglesa, perdoar é “Forgive”, ou seja, For significa Para e Give Dar, o que vem a ser a mesma coisa.
Concluímos então, que Perdoar é Doar ou Dar alguma coisa para àquele que nos ofendeu...
Mas Doar o que? Dar o que?
Amor é claro, que é o mais sublime dos sentimentos.
Dar Amor, para àquele Ser, que nos ofendeu.....
Difícil? ..... E muito....

Certa vez numa palestra, o orador disse, que só existem duas maneiras de nos lembrarmos ou recordarmos de alguém que desapareceu de nosso convívio:
ou com imensa Saudade, ou com remorso. Não há meio termo. Portanto, deste ensinamento, é preferível se ter Saudades, do que ter remorso de alguém.

E como este tal de remorso incomoda... corrói.... faz sofrer....

Mas, para nossa felicidade, existe uma saída; é perdoando.
Perdoando, portanto, é a maneira de conseguirmos a Paz Interiorizada (Paz Profunda), de que tanto nos falaram os antigos Essênios, e atualmente, os irmãos da RosaCruz.

É claro, que isso nos obrigará a ter, uma grande dose de Sacrifício. Não é para qualquer um dar amor, por exemplo, a um assassino.
Então, o último conceito: Sacrifício.
Sacrifício...... Sacrifício......
Mas, o que vem a ser Sacrifício ? Vejamos sua etimologia:
Sacrifício é a contração de Sacro com Ofício, ou seja, Sacro Ofício, um Ofício Sagrado, ou ainda, um Rito ou Ritual Sagrado.

Traduzindo; teremos que participar, fazer ou criar um Ritual Sagrado (Sacro Ofício), Para Doar Amor (PerDoar) àquele indivíduo que nos ofendeu.
Temos então, que fazer um Sacro Ofício Para Doar Amor.
Agora que as coisas ficaram mais claras, podemos prosseguir...

Mas que Ritual Sagrado é esse ? Em que consiste ?
O Ritual, ou Ofício Sagrado do Perdão consiste simplesmente no seguinte:
Num local de nossa preferência onde pudermos ficar: em silencio, quieto, e sozinho, procuraremos visualizar a pessoa de nosso desafeto, sendo por nós abraçada com Amor, Carinho e Afeto, ao mesmo tempo, em que uma Luz Prata suavemente azulada, nos envolva. Viu como ficou simples ?

Esse Ofício pode ser feito também, para desafetos que já partiram, faleceram, etc.
É claro, que falharemos inúmeras vezes, por ser extremamente difícil e, só teremos êxito, após algum treino, treino este, que consistirá, nessas muitas tentativas frustradas.

Obs: A pessoa em questão, não precisa ficar sabendo. Como já foi orientado anteriormente, este Ritual Sagrado, é somente para nossa consciência, nosso bem estar. O ofensor, muitas vezes, nem se lembra da nossa existência, muito menos, do que nos fez ou fez passar. Nós, é que somos os incomodados.

É incrível a mudança que opera em nossa vida.
Tente, e se surpreenderá com o resultado. Viva muitíssimo melhor, e em Paz.

Concluindo; Perdoar ao contrario que muitos imaginavam, não é esquecer, Perdoar é Dar Amor, humildemente, para àquele que nos ofendeu.
O perdão balsamiza, proporciona tranquilidade e paz. A medicina psicossomática o recomenda como poderoso medicamento, o psiquiatra o receita como eficiente no alívio das tensões. Na Clínica Mayo, nos Estados Unidos, uma das mais conceituadas do mundo, os neurologistas ensinam a seus pacientes que o ódio e a mágoa envenenam, adoecem e matam as pessoas e que o perdão as recupera e lhes devolve a saúde.
Paz Profunda!

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Manifesto Fama Fraternitatis


“Ex Deo nascimur, in Jesu morimur, per Spiritum Sanctum reviviscimus”

(Manifesto R+C Fama Fraternitatis 1.614)

"Nascemos em Deus, morremos em Jesus, renascemos pelo Espírito Santo”

A fórmula acima foi encontrada no sepulcro do Pai CRC - Christian Rosenkreutz (nome que significa Cristão da Rosa Cruz). Muitos a vêem, mas não percebem, muitos a ouvem, mas não compreendem e muitos a sentem, mas não a vivenciam.
Desde a antiguidade o homem desperto busca o conhecimento de si mesmo. No pórtico do Templo de Apólo, na Grécia antiga, já despontava a inspiradora inscrição Nosce te Ipsum - Homem Conhece-te a ti mesmo, sendo completada por outra interna, E conhecerás o Universo. O conhecimento de si mesmo é o próprio caminho espiritual que as pessoas tanto insistem em buscar fora de si. As grandes Tradições da humanidade, e não somente o Rosacrucianismo, são insistentes nesse caminho. Mestre Jesus, Senhor Buda, Pitágoras, Hermes Trimegistrus e outros, nos alertam constantemente em seus ensinamentos dessa necessidade de interiorização, expansão da consciência e conhecimento mais profundo, da nossa natureza, para o verdadeiro despertar.
O Rosacrucianismo não poderia adotar ênfase diferente, incentivando e disponibilizando, aos buscadores sinceros, ferramentas para que a sua jornada, em busca do conhecimento de si mesmo, tenha êxito. Porém, não apenas um conhecimento racional, científico, filosófico, teórico e empírico, a "episteme" dos gregos, mas também de caráter intuitivo, transcendental. O intelecto usa a razão e o conhecimento discursivo. A Sabedoria ultrapassa o intelecto e, através da intuição, contempla e faz com que a Verdade seja vivenciada.Entretanto existem algumas etapas pelas quais passam a maior parte dos buscadores, para conquistar e se apoderar do verdadeiro despertar interior, a saber:

O despertar da consciência para a realidade interior divina, a constatação da sensível diferença entre a sua natureza interior, pura, divina, sublime, da sua natureza exterior, submetida ao ego e a toda sorte de aflições, ilusões, paixões, apegos e impurezas;

A iluminação, que depois do doloroso exercício da disciplina para dominar os obstáculos naturais da personalidade, do ego, o buscador começa a desfrutar de forma cada vez mais perceptível em sua existência, trazendo-lhe a compreensão de experiências mais sutis, intuitivas, da natureza humana e da realidade das coisas;

A noite escura da alma, na qual o buscador penetra nas trevas, se defrontando com o terror do umbral, depois de ter visto a luz, numa crucificação espiritual, para eliminar a idéia de separatividade e preparar-se para a união com a Fonte; e,

A união, o cume da montanha alegórica, momento no qual o buscador atinge seu objetivo, se une à Fonte, tornando-se um só. Aqui cessam as influências do mundo material e o místico se identifica com o vazio sem forma, a plenitude. Para Jacob Boehme, o místico é aquele que aspira a uma união pessoal ou a unidade com o Absoluto, que ele pode chamar Deus, Cósmico, Mente Universal, Ser Supremo, Fonte, Inefável.

Mestre Jesus ensinou o caminho para esse despertar interior aos seus apóstolos, ministrando ensinamentos esotéricos e místicos, os quais a rica Tradição Gnóstica é testemunha perpétua, em todas as suas manifestações físicas. Este testemunho do Cristianismo Interior, que descreve o caminho de retorno a Deus, continua sendo um esforço renovado nos dias atuais, pelo Rosacrucianismo, para realizar o verdadeiro Cristianismo do Mestre Jesus, o Cristo.


Sobre isso, Orígenes, o maior erudito da Igreja Antiga, em sua obra “De Principiis”, já ensinava: "As Escrituras Sagradas têm um sentido que é aparente à primeira vista, e um outro que a maioria dos homens não percebe. Porque são escritas em forma de certos Mistérios, e à imagem de coisas divinas. A respeito do que há uma opinião em toda a Igreja, que toda a Lei em verdade é espiritual, porém que o sentido espiritual da Lei não é conhecido a todos, mas apenas aqueles que receberam a graça do Espírito Santo na palavra de sabedoria e conhecimento". Assim, os primeiros cristãos sabiam que dois tipos de pessoas se achegariam ao cristianismo, um tipo sem o toque pneumático, e, portanto, incapaz de aproximar-se da salvação pelo conhecimento e pela sabedoria dos Mistérios, mas possuindo apenas capacidade de assimilar pela fé o lado superficial da Lei; e o outro tipo, tocadopelo dom pneumático, pela centelha-espírito, que possuiria plena capacidade de assimilar os conhecimentos e a sabedoria dos Mistérios divinos e descer ao nível profundo e espiritual da Lei, podendo gozar de completa iluminação e redenção."

Portanto, uma vez compreendida a proposta acima,

Portanto, uma vez compreendida a proposta acima, voltemos à narrativa inicial:

Nascemos em Deus,O nascimento da luz no interior do Ser Humano, latente em todos os seres, porém não desperta, até ser tocada pela consciência de todos aqueles que aspiram e se esforçam para alcançar a Unidade Primordial.

Morremos em Jesus,A morte para o mundo e o ressurgimento para a vida eterna. Devemos morrer para o mundo para alcançarmos a consciência cósmica, plena, eterna. O que morre não é o corpo, mas sim o ego com suas ilusões e a percepção de separatividade do Ser.

Renascemos pelo Espírito Santo,O que renasce é o ser pleno, agora consciente da unidade com a Fonte. A partir deste momento a alma venceu a morte, o novo Ser, livre de todos os condicionamentos e limitações anteriores, vivencia a experiência de Consciência Cósmica, Crística, plena, instruindo e ajudando a humanidade.

Elaboração - Anubys / Revisão - KD / Tradução ao Inglês - APF

domingo, 13 de junho de 2010

EVORA VORAZ


No mar ou além do mar o alento.
Um sentimento
- Évora voraz!
Lâmpada em meus olhos, uma luz sagaz.
Voa ao relento;
Deixa-me passivo, mas não lento.
A lua vem enlear-me de mundo.
Mistérios, um abismo profundo.
Transcendência do meu pensamento.
Que voa ao relento.
Tríase, de uma Trindade;
Divina Beleza
Além do que é minha natureza.
"Passo Secreto" - ando no caminho reto
Passo à Chesed e Daath o Trigésimo Terceiro
Caminho verdadeiro...
Além do céu
Cobre-me o véu.
Véu do Amor, Divina Chama!
Amor que meu pranto clama.
Além do que há, fique atento,
Nada vem do nada, veja o que esta acontecendo!
Évora, voraz, na alma do corpo a brilhar
Meu coração vive, pois esta escrito é milenar.
Voraz Lâmpada da Gnose existente.
Mostra-me a outra parte traga-me mais presente!!
KaryEl (Irmã Rosacruz OMCE)

sábado, 12 de junho de 2010

HINO A ATON


Akhenaton"Apareces cheio de beleza no horizonte do céu, disco vivo que iniciaste a vida.
Enquanto te levantaste no horizonte oriental, encheste cada país da tua perfeição. És formoso, grande, brilhante, alto em cima do teu universo.
Teus raios alcançam os países até ao extremo de tudo o que criaste.
Porque és Sol, conquistaste-os até aos seus extremos, atando-os para teu filho amado. Por longe que estejas, teus raios tocam a terra.

Estás diante dos nossos olhos, mas o teu caminho continua a ser-nos desconhecido. Quando te pões, no horizonte ocidental, o universo fica submerso nas trevas, como morto. Os homens dormem nos quartos, com a cabeça envolta, nenhum deles podendo ver seu írmão...

Mas na aurora, enquanto te levantas sobre o horizonte, e brilhas, disco solar, ao longo da tua jornada, rompes as trevas emitindo teus raios...
Se te levantas, vive-se; se te pões, morre-se. Tu és a duração da própria vida; vive-se de ti.

Os olhos contemplam, sem cessar, tua perfeição, até o acaso; todo o trabalho pára quanto te pões no Ocidente.

Enquanto te levantas, fazes crescer todas as coisas para o rei, e a pressa apodera-se de todos desde que organizaste o universo, e fizeste com que surgisse para teu filho, saído da tua pessoa, o rei do Alto e do Baixo Egito, que vive de verdade, o Senhor do Duplo País, Neferkheperuré Uaenré, filho de Rá, que vive de verdade, Senhor das coroas, Akhenaton.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Credo da Ciência - Huberto Rohden


Meu caro amigo. Recebi tuas felicitações - muito obrigado.
Atingi o "vértice da pirâmide" - dizes...
Enchi de mil conhecimentos o espírito - é verdade...
Cinge-me a fronte o laurel de doutor - sou acadêmico...
Entretanto - não me iludo...Quase todo o humano saber - é crer...
Nossa ciência - é fé...
Creio no testemunho dos historiadores - porque não presenciei o que referem...
Creio na palavra dos químicos e físicos – porque admito que não se tenham enganado nem me queiram enganar...
Creio na autoridade dos matemáticos e astrônomos - porque não sei medir uma só das distâncias e trajetórias siderais.
Tenho de crer em quase todas as teses e hipóteses da ciência – porque ultrapassam os horizontes da minha capacidade de compreensão.
Creio até nas coisas mais quotidianas - na matéria e na força que me circundam.
Creio em moléculas e átomos, em elétrons e prótons - que nunca vi...
Creio nas emanações do rádium e nas partículas do hélium - enigmas ultramicroscópicos.
Creio no magnetismo e na eletricidade – esses mistérios de cada dia.
Creio na gravitação dos corpos siderais – cuja natureza ignoro.Creio no princípio vital da planta e do animal - que ninguém sabe definir.
Creio na própria alma - esse mistério dentro do Eu.
Não te admires, meu amigo, de que eu, formado em ciências naturais, creia piamente em tudo isto...
Admira-te, antes de que haja quem afirme só admitir o que compreende - depois de tantos atos de fé quotidiana.
O que me espanta é que homens que vivem de atos de crença descreiam de Deus - "por motivos científicos".
Homem! Tu, que não compreendes o artefato - pretendes compreender o Artífice?
Que Deus seria esse que em tua inteligência coubesse?
Um mar que coubesse numa concha de molusco ainda seria mar?
Um universo encerrado num dedal - que nome mereceria?O Infinito circunscrito pelo finito - seria Infinito?
Convence-te, ó homem, desta verdade: só há duas categorias de seres que estão dispensados de crer: os da meia-noite - e os do meio-dia...
As trevas noturnas do irracional - e a luz meridiana da Divindade...
O insciente - e o onisciente...
Aquele por incapacidade absoluta - este por absoluta perfeição...
O que oscila entre a treva total do insciente e a luz integral do onisciente – deve crer...
Deve crer, porque a fé se move nesse mundo crepuscular, eqüidistante do vácuo e da plenitude, da meia-noite e do meio-dia...

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Os perigos dos caminho.....Canalizações, Thelema, Samaelismo, Orixás, Kundalini-ioga, Magia-sexual,Hayuascha


O Mestre solicita ou inspira seu discípulo a agir da forma desejada. Mas, deve ficar claro aqui, que o Mestre quando muito solicita, sem jamais atropelar ou forçar o livre arbítrio do ser humano, “inspiram” e ajudam de forma indireta aqueles que se oferecem para servir.

Os irmãos das trevas agem de forma diferente, manipulando, hipnotizando ou forçando as pessoas, de uma forma ou outra, sem respeitar sua vontade própria. Para os agentes das trevas os fins justificam os meios, para os Seres de Luz isso seria inadmissível.

A principal consideração que nos levou a alertar os buscadores para o perigo destes caminhos, apesar de seu caráter aparentemente beneficente, é o fato delas conterem muitas distorções, desvios e perigos.

As entidades do astral não são confiáveis como instrutores. Com raras exceções, dos que servem a Luz, a grande maioria dos habitantes do astral que enviam mensagens para pessoas encarnadas por diversos meios, já perderam seus princípios superiores e estão em processo de decomposição.

No entanto, devido às características especiais daquele plano, essas entidades, melhor conhecidas como cascões, ou cadáveres astrais, retêm parte de sua memória passada e podem, além disso, entrar em sintonia com as emoções e pensamentos das pessoas envolvidas na "sessão mediúnica" ou afins. Por essa razão podem enviar mensagens baseadas no que restou de sua memória do passado bem como no conhecimento atual dos encarnados que participam da sessão. Por isso, as mensagens tendem a refletir a expectativa dos recipiendários, sendo geralmente aceitas, apesar de não acrescentarem nada de novo em termos de ensinamentos

O plano astral é o que H.P.B. chama ‘o mundo da grande ilusão.” Para que o sensitivo possa ‘ver’ sem distorções no plano astral deve submeter-se a um treinamento rigoroso.

Que a Luz Divina ilumine nossas mentes e fortaleça a nossa determinação, para que possamos trilhar o árduo Caminho da Perfeição que finalmente leva aos pés do Mestre Jesus, o Cristo.

Por um Bom e velho amigo: Anubys

segunda-feira, 5 de abril de 2010

O Evangelho de Maria Madalena



O Salvador disse: " Todas as espécies, todas as formações, todas as criaturas estão unidas, elas dependem umas das outras, e se separarão novamente em sua própria origem. Pois a essência da matéria somente se separará de novo em sua própria essência. Quem tem ouvidos para ouvir que ouça."

Pedro lhe disse: " Já que nos explicaste tudo, dize-nos isso também: o que é o pecado do mundo?"
Jesus disse: "Não há pecado ; sois vós que os criais, quando fazeis coisas da mesma espécie que o adultério, que é chamado 'pecado'. Por isso Deus Pai veio para o meio de vós, para a essência de cada espécie, para conduzi-la a sua origem."

Em seguida disse: "Por isso adoeceis e morreis [...]. Aquele que compreende minhas palavras, que as coloque-as em prática. A matéria produziu uma paixão sem igual, que se originou de algo contrário à Natureza Divina. A partir daí, todo o corpo se desequilibra. Essa é a razão por que vos digo: tende coragem, e se estiverdes desanimados, procurais força das diferentes manifestações da natureza. Quem tem ouvidos para ouvir que ouça."

Quando o Filho de Deus assim falou, saudou a todos dizendo:"A Paz esteja convosco. Recebei minha paz. Tomai cuidado para ninguém vos afaste do caminho, dizendo: 'Por aqui' ou 'Por lá', Pois o Filho do Homem está dentro de vós. Segui-o. Quem o procurar, o encontrará. Prossegui agora, então, pregai o Evangelho do Reino. Não estabeleçais outras regras, além das que vos mostrei, e não instituais como legislador, senão sereis.

Mas eles estavam profundamente tristes. E falavam:"Como vamos pregar aos gentios o Evangelho ao Reino do Filho do Homem? Se eles não o procuraram, vão poupar a nós?"
Maria Madalena se levantou, cumprimentou a todos e disse a seus irmãos: "Não vos lamentais nem sofrais, nem hesiteis, pois sua graça estará inteiramente convosco e vos protegerá. Antes, louvemos sua grandeza, pois Ele nos preparou e nos fez homens". Após Maria ter dito isso, eles entregaram seus corações a Deus e começaram a conversar sobre as palavras do Salvador.

Pedro disse a Maria: "Irmã, sabemos que o Salvador te amava mais do que qualquer outra mulher. Conta-nos as palavras do Salvador, as de que te lembras, aquelas que só tu sabes e nós nem ouvimos."

Maria Madalena respondeu dizendo: " Esclarecerei a vós o que está oculto".
E ela começou a falar essas palavras: "Eu", disse ela, "eu tive uma visão do Senhor e contei a Ele: 'Mestre, apareceste-me hoje numa visão'. Ele respondeu e me disse: 'Bem aventurada sejas, por não teres fraquejado ao me ver. Pois, onde está a mente há um tesouro'. Eu lhe disse: 'Mestre, aquele que tem uma visão vê com a alma ou como espírito?' Jesus respondeu e disse: "Não vê nem com a alma nem com o espírito, mas com a consciência, que está entre ambos - assim é que tem a visão [...]".

E o desejo disse à alma: 'Não te vi descer, mas agora te vejo subir. Por que falas mentira, já que pertences a mim?' A alma respondeu e disse:'Eu te vi. Não me viste, nem me reconheceste. Usaste-me como acessório e não me reconheceste.' Depois de dizer isso, a alma foi embora, exultante de alegria.
"De novo alcançou a terceira potência , chamada ignorância. A potência, inquiriu a alma dizendo: 'Onde vais? Estás aprisionada à maldade. Estás aprisionada, não julgues!' E a alma disse: ' Por que me julgaste apesar de eu não haver julgado? Eu estava aprisionada; no entanto, não aprisionei. Não fui reconhecida que o Todo se está desfazendo, tanto as coisas terrenas quanto as celestiais.'
"Quando a alma venceu a terceira potência, subiu e viu a quarta potência, que assumiu sete formas. A primeira forma, trevas,; a segunda , desejo; a terceira, ignorância,; a quarta, é a comoção da morte; a quinta, é o reino da carne; a sexta, é a vã sabedoria da carne; a sétima, a sabedoria irada. Essas são as sete potências da ira. Elas perguntaram à alma: ´De onde vens, devoradoras de homens, ou onde vais, conquistadora do espaço?' A alma respondeu dizendo: ' O que me subjugava foi eliminado e o que me fazia voltar foi derrotado..., e meu desejo foi consumido e a ignorância morreu. Num mundo fui libertada de outro mundo; num tipo fui libertada de um tipo celestial e também dos grilhões do esquecimento, que são transitórios. Daqui em diante, alcançarei em silêncio o final do tempo propício, do reino eterno'."

Depois de ter dito isso, Maria Madalena se calou, pois até aqui o Salvador lhe tinha falado. Mas André respondeu e disse aos irmãos:"Dizei o que tendes para dizer sobre o que ela falou. Eu, de minha parte, não acredito que o Salvador tenha dito isso. Pois esses ensinamentos carregam idéias estranhas". Pedro respondeu e falou sobre as mesmas coisas. Ele os inquiriu sobre o Salvador:"Será que ele realmente conversou em particular com uma mulher e não abertamente conosco? Devemos mudar de opinião e ouvirmos ela? Ele a preferiu a nós?"
Então Maria Madalena se lamentou e disse a Pedro: "Pedro, meu irmão, o que estás pensando? Achas que inventei tudo isso no mau coração ou que estou mentindo sobre o Salvador?" Levi respondeu a Pedro: "Pedro, sempre fostes exaltado. Agora te vejo competindo com uma mulher como adversário. Mas, se o Salvador a fez merecedora, quem és tu para rejeitá-la? Certamente o Salvador a conhece bem. Daí a ter amado mais do que a nós. É antes, o caso de nos envergonharmos e assumirmos o homem perfeito e nos separaremos, como Ele nos mandou, e pregarmos o Evangelho, não criando nenhuma regra ou lei, além das que o Salvador nos legou."

Depois que Levi disse essas palavras, eles começaram a sair para anunciar e pregar.