sábado, 3 de abril de 2010

A PALAVRA



No princípio era a palavra, e a Palavra estava com Deus e a Palavra era Deus. Ela estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por Ele e sem Ele nada do que foi feito teria sido feito. Nele estava a vida; e a vida era a luz dos homens. E a luz resplandeceu na escuridão; e a escuridão não a conteve.

O significado mágico da Palavra – a condutora do conhecimento, a comunicadora, a registradora, o veículo da expressão dos mais profundos pensamentos e a mais profunda sabedoria da humanidade – tem sido parte da nossa história e experiência desde o alvorecer dos tempos.

No Egito Antigo acreditava-se que a Inteligência Divina, ou a Sabedoria, no momento da Criação proferiu a palavra que resultou na formação do mundo. Este originador divino foi personificado pelo deus Thoth.

Thoth era um deus sem pais; ele já existia desde o começo.

Na mitologia egípcia, Thoth é geralmente representado com o corpo de um homem, e a cabeça de uma Íbis. O verdadeiro significado da Íbis não é conhecido. Às vezes ele também era representado como um babuíno com a cabeça de um cachorro. Ele era o Deus da Sabedoria, do Aprendizado e da Justiça. Mas, acima de tudo, ele era o Deus das letras e o escriba dos Deuses; ele era um cronógrafo e um grande mago, às vezes chamado de Demiurgo.

O poder da Palavra não está, pois, somente na palavra falada, mas também, na palavra escrita. É a linguagem e o seu uso que distinguem a humanidade de todas as outras formas de vida nesse planeta. Sem a palavra seríamos incapazes de nos comunicar ou registrar conhecimento; quaisquer descobertas que fizéssemos morreriam conosco e ainda estaríamos vivendo nossas vidas da mesma forma instintiva que os animais.

Imagine como seria a sua vida se ninguém nunca falasse uma palavra e se fosse incapaz de pensar ou ler qualquer palavra. O que você saberia? Como pensaria ou raciocinaria?

Foi somente com a descoberta e o conseqüente esclarecimento do significado dos hieróglifos egípcios na Pedra de Roseta, descoberta em 1799 – trazendo inscrições em hieróglifos egípcios, caracteres demóticos e em grego – que a sabedoria e o conhecimento do Egito Antigo, aprisionados na escrita hieroglífica, se tornaram novamente acessíveis ao mundo. É ao gênio, conhecimento e perseverança de Jean-François Champollion – um francês nascido em 1790 – que devemos a nossa capacidade de hoje ler e compreender as escritas dos Antigos Egípcios. Durante sua curta vida de quarenta e um anos, ele revelou o significado de mais de quatro mil anos da palavra escrita.

O mundo do “Senhor dos Livros Divinos”,”O Escriba da Compania dos Deuses”, novamente se tornou acessível, com sua sabedoria novamente participando do progresso da humanidade.

Dizia-se que Thoth foi o inventor da fala e da escrita; foi ele quem registrou os pensamentos e os feitos da humanidade; ele foi a língua que, junto com Hórus – que era o coração – foi o agente de Ptah, a Vontade do Deus supremo. Ele foi o mensageiro dos Deuses que trouxeram sua Palavra e Luz para a humanidade.

Sendo o deus da Sabedoria, do Aprendizado e da Literatura, a Thoth foi atribuída a autoria de todos os livros sagrados, cujo número diziam ser quarenta e dois. Eles tratavam de assuntos de templo tais como educação, rituais, medicina, astrologia, hinos, geografia e palavras para a orientação dos Reis.

Os poderes e a influência de Thoth se estendiam através do Egito; e lhe foi dado o título de Três Vezes Grande.

Durante séculos os antigos Deuses haviam orientado a vida do Egito; mas nada dura para sempre, nem mesmo os Deuses, tampouco modos de vida aparentemente indestrutíveis.

Em 525AC, o Egito foi invadido pelos persas e, durante quase dois séculos, foi por eles dominado. Assim terminou o reinado das antigas dinastias.

Mas os países não vivem em isolamento; há comércio, migração e comunicação entre eles. Atravessando o mar Mediterrâneo havia a civilização Minoana de Creta; ao leste ficava a Mesopotâmia, que foi o berço das civilizações da Suméria e da Babilônia e as terras dos hebreus. Mais longe ainda, no Oriente, estavam a Índia e a China, e há evidências que sugerem que existia contato entre essas terras e o Egito, mesmo em tempos muito antigos. Sem dúvida, as palavras escritas e faladas foram veículo da “fecundação cruzada” de idéias e crenças entre estas antigas culturas.

Em 332AC, Alexandre o Grande, da Grécia, invadiu o Egito e, assim o fazendo, alterou para sempre o curso da história egípcia.

Quando Alexandre morreu, um dos seus generais, chamado de Ptolomeu, tornou-se regente do Egito e inaugurou a dinastia de monarcas gregos, que reinaram no Egito até a morte de Cleópatra em 30AC; após isso, o Egito tornou-se um satélite do Império Romano durante os próximos três séculos e meio.

Um número crescente de gregos veio, então, morar no Egito, trazendo seu idioma, idéias e modos de vida.

A cidade de Alexandria, que Alexandre havia fundado, tornou-se um grande centro de cultura e sofisticação; tornou-se a sede suprema do aprendizado do mundo clássico. Aqui havia escolas, museus e, principalmente, bibliotecas – os depósitos do poder da Palavra.

Entre as grandes mentes que estudaram e ensinaram na Alexandria estava Euclides, o matemático, cuja geometria ainda estudamos hoje em dia. Aqui também viveu Erastóstenes, que não só descobriu que a terra é uma esfera, mas também calculou sua circunferência.

Entre aqueles que contribuíram para o conhecimento na Alexandria estavam Ptolomeu, o astrônomo e astrólogo; Galeno, o médico; Maneto, o historiador que compilou uma lista definitiva dos Faraós e dinastias; e, na era Crstã, Orígeno e Bispo Clemente, que foram teólogos famosos.

Acima de tudo, havia filósofos, como Plotínio, Próctus e Philo, que lá formulavam sua idéias e ensinavam.

Com a influência grega no Egito crescendo de forma constante, grandes semelhanças começaram a ser traçadas entre e os Deuses egípcios e os gregos. Como Hermes era o mensageiro grego dos Deuses, naturalmente ele ficou associado a Thoth, o mensageiro egípcio. Assim também os escritos associados a Thoth foram associados a Hermes, e passaram a ser conhecidos como escritos Herméticos.

Os ensinamentos dos escritos Herméticos encorajavam o uso do intelecto, de práticas espirituais, como a meditação, e do treinamento da memória. Eles encorajavam a experiência direta do sagrado pelo indivíduo e o conhecimento individual direto do absoluto. Não encorajavam a crença em dogmas, dando ênfase aos esforços e pensamentos pessoais. Não é nenhuma surpresa, portanto, que seus ensinamentos fossem vistos como uma ameaça pela – cada vez mais influente – igreja Cristã. A Alexandria se tornava a cada vez mais sujeita aos perigos da guerra e da intolerância. Finalmente, em 391DC, houve a queima das grandes Bibliotecas Alexandrinas e, como resultado, todas as escrituras, junto com o vasto depósito de antigas palavras de conhecimento e sabedoria, foram “perdidos”para o pensamento exotérico por muitos anos.

Desse momento em diante, a Alexandria não mais atraía os pensadores, filósofos e mestres. A Cristandade Ortodoxa fez com que a liberdade de pensamento se tornasse cada vez mais difícil, se não perigosa. Acredita-se que muitos intelectuais e filósofos acharam um novo lar na cidade de Harran, na Ásia Menor, conhecida hoje como Urfa e anteriormente como Edessa. Houve lá uma academia que existiu até o século X. Foi de Harran que, um dia, o pensamento Hermático mais uma vez emergiu.

No século VII, o profeta Maomé fundou a religião do Islã. Embora seus seguidores não fossem Hermetistas, eles não se opunham às suas idéias, e conheciam muitos dos escritos. O Islã se tornou o veículo através de qual muita das antigas palavras foram preservadas e distribuídas.

Os seguidores árabes do Islã trouxeram um período de estabilidade, cultura e paz, quase se estabeleceram no sul da Espanha, vindos do Norte da áfrica. Até a segunda metade do século X, havia várias bibliotecas em Córdoba; a maior delas dizem ter abrigado mais de 400.000 livros. Aqui, muitas traduções e cópias foram feitas de textos vindos de tradutores em Harran e Bagdá. Havia um refúgio para estudiosos e pensadores no sul da Espanha e milhares de estudiosos congregaram-se ali – ao mesmo tempo escolas da Kabbalah judaica estavam se desenvolvendo no sul da Espanha; mas isso é uma outra estória – até que tudo chegou ao fim em 1492, com a expulsão dos mouros e dos judeus da Espanha. Agora, o poder da Inquisição impunha um período negro temor e repressão do pensamento àqueles que previamente tinham conhecido a liberdade.

Mas as palavras e a Sabedoria que elas trazem são como a água; obstrui-se um canal, e elas acham um outro através do qual possam fluir.

Durante os três séculos anteriores, as Cruzadas causaram muito movimento de pessoas através da Europa, África do Norte, e das terras acerca de Jerusalém. Onde as pessoas estão, lá também estão idéias e palavras, faladas e escritas, e as pessoas das cruzadas não foram exceção; eles carregaram a tradição Hermética com eles.

Um canal também foi fornecido por alguns soberanos excepcionalmente dotados e perspicazes nos países da Europa. Já no início do século XIII, houve Alfonso o Sábio, que reinava em Castela. Ele foi conhecido como um rei filósofo e um astrônomo renomado.

Então, houve o Sagrado Imperados Romano Frederico II, que encorajou a erudição e o estudo de hermetismo, da astrologia e da alquimia, juntos om muitas outras matérias, como a medicina e a anestesiologia. Ele fundou a Universidade de Nápoles em 1224, assim pré-datando a maioria das agora renomadas Universidades da Europa. Ele foi suficientemente poderoso para ser capaz de desafiar a Igreja Romana e estender sua proteção áqueles no seu reino.

Naquele tempo, por mais paradoxal que pareça, havia também grandes mentes trabalhando dentro da estrutura da igreja ortodoxa; estudando – pasmem – temas como a alquimia e a astrologia, e lendo textos em latim, hebraico, árabe e grego. Na Inglaterra havia o frade Franciscano Roger Bacon e na Alemanha, Albertus Magnus, que se tornou Bispo da igreja.

A igreja de Roma mantinha autoridade suprema sobre a vida dos países da Europa Ocidental; mas em Bizâncio, ao Leste, o poder estava nas mãos da igreja Ortodoxa, que possuía opiniões mais liberais, havendo, de fato, preservado e estudado muito dos escritos Herméticos. Durante séculos, houve conflito entre as duas (igrejas). Em 1438, um grande concílio foi planejado, com a intenção de resolver as diferenças e reunir a Cristandade.

O destino, todavia, deu uma guinada nos eventos – uma erupção repentina da peste em Ferrara significou a mudança do local do concílio para a Florença – domínio do banqueiro do Papa, Cosme de Médici. O concílio se reuniu por um ano e não conseguiu resolver as diferenças entre as duas igrejas – mas a união das mentes que o concílio ocasionou iria mudar o curso da história.

Cosme de Médici era um homem de visão; ele reunia à sua volta pensadores e filósofos, e era poderoso o bastante para lhes dar proteção contra acusações de heresia. Nesse “clima” foi que centenas de estudiosos e eclesiásticos vieram acompanhando o Imperador Bizantino ao concílio. Entre eles estava um homem chamado George Gemistos que adotou o nome de Plethon. Ele ganhou desenvoltura na liberdade que Florença oferecia, ministrando e ensinando sua crença numa religião universal que ele achava que iria abrir a porta para a Verdade e o entendimento universal entre os povos. Cosme de Médici ficou tão inspirado por ele que o comparou a um outro Platão, e concebeu a idéia dele mesmo um dia fundar uma Academia Platônica em Florença.

Em 1453, o Império Bizantino chegou ao fim; Constantinopla foi tomado pelos turcos e isso gerou um influxo ainda maior de estudiosos à Florença , trazendo consigo manuscritos de valor inestimável, o que deu a Cosme de Médici o estímulo para tornar seu sonho realidade. Ele convocou um jovem e brilhante aluno da Universidade da Bolonha, Marsílio Ficino, de somente vinte e seis anos de idade, para presidir sua nova Academia.

Ficino trabalhou na tradução dos manuscritos de Constantinopla até 1460, quando Cosme de Médici adquiriu uma cópia da “Hermética”e o instruiu a concentrar toda a sua atenção na tradução desses escritos.

As comportas tinham sido abertas e, partindo de Florença, durante os próximos anos, uma imensa onda de palavras escritas e faladas inundou as mentes e os corações dos povos da Europa.

Um jovem aluno de Ficino tornou-se mais e mais proeminente – Giovanni Pico de Mirandola. Um estudante excepcional e dotado, ele escreveu um compêndio de novecentas teses Hermeticamente orientadas; ele as publicou em Roma, o que logo lhe causou problemas com a igreja. A morte do Papa e a intervenção de Lorenzo de Médici, que agora governava em Florença, o salvaram. Ele voltou para Florença, onde continuou a escrever e ensinar Hermetismo e Kabbalah, até sua morte prematura, com a idade de trinta e um anos. Ele planejou um discurso para a defesa das suas teses herméticas que, de fato, nunca proferiu – as palavras desse discurso são, no entanto, tão válidas hoje como no dia em que as escreveu; “O Homem não precisa ser uma vítima infeliz das circunstâncias ou do destino; mas pode adquirir o poder para moldar a realidade ao seu redor e determinar, em liberdade e responsabilidade, o seu próprio destino.”

Por toda a Europa, começavam agora a aparecer gradualmente numerosas academias, ensinando matérias semelhantes às da Academia formada em Florença por Cosme de Médici.

Uma onda adicional de novos pensamentos e idéias baseadas nas antigas escrituras tornou-se possível em 1455, pela produção, em Gutenberg, Alemanha, do primeiro livro impresso. É difícil imaginarmos, vindos de um mundo onde a palavra impressa faz parte da experiência diária de todos, quão restrito era o acesso à palavra escrita antes da invenção da imprensa. Com a invenção da imprensa, não foi mais possível manter o conhecimento confinado nas mãos de poucas pessoas seletas e poderosas – o poder da Palavra estava agora disponível a todos.

No final do século XV, Florença havia entrado em declínio. A cidade-estado de Veneza tornara-se o novo centro de estudos herméticos. Com seus mestres gráficos recém-estabelecidos, ela se tornou a capital da nova indústria editorial da Europa.

Aldus Manutius, um doa mais importantes aditores Venezianos, tinha entre seus amigos pessoas famosas, tais como Thomas Linacra, médico da corte de Henrique VIII da Inglaterra e fundador da Real Academia de Medicina de Londres; o pintor Albreecht Dürer; e os escritores holandeses Desiderius Erasmus e Johannes Reuchlin – seus trabalhos combinavam idéias herméticas, Kabbalistas, Judaicas e Gregas.

Reuchlin foi extremamente influente, tendo sido um exemplo e uma fonte de inspiração para muitos dos estudiosos do seu tempo. Ele era conhecido de Trithemius que, como abade de um mosteiro, acumulou uma das bibliotecas mais renomadas daquele tempo, tendo sido o mentor do grande escritor e colecionador de informações esotéricas: Henrich Cornelius Agrippa.

Também trabalhando em Veneza estava um Frade Franciscano, Francesco Giorgi, que pôs em prática as idéias herméticas na arquitetura – uma idéia que mais tarde teria uma influência profunda na Maçonaria.

Em 1517 um monge Augustino chamado Martin Luther, que era doutor em teologia e um professor das escrituras sagradas, desafiou a igreja num ato de revolta que iria conduzir a Reforma Protestante. Ele afixou um catálogo de acusações contra a Igreja de Roma, pedindo reformas e mudança na porta da igreja em Wittenburgo na Alemanha. Essa foi a tocha que acendeu o fogo da Reforma.

Novamente as cortes da Europa eram os lugares de encontro das palavras e idéias. A corte de Henrique VIII, onde a Igreja de Roma foi substituída pela igreja Protestante da Inglaterra; a corte do hermetista e alquimista; do Santo Imperador Romano Hapsburgo Rodolfo II, em Praga; e da filha do Henrique VIII, Elizabeth I na Inglaterra. Foi inevitável que o profundo envolvimento de algumas das cortes da Europa no estudo e disseminação de idéias Herméticas e Kabbalistas levasse tais idéias a influenciar não somente o pensamento espiritual, mas também a se estenderem ao pensamento político.

John Dee foi um dos mais impressionantes intelectos do seu tempo na Inglaterra. Ele era um matemático, cartógrafo, astrólogo, hermetista e conhecedor da magia. Ele era bem versado nos escritos herméticos, kabbalistas e alquímicos e fluente em latim e grego. Ele viajou extensamente pela Europa e passou um tempo considerável na corte de Rodolfo II, em Praga. Ele não era estranho à corte de Elizabeth I; de fato ele serviu à Rainha como astrólogo, confidente e coletor de informações nas suas viagens. Sem dúvida, Dee também conheceu Giordano Bruno e Michael Maier – dois Hermetistas excepcionais – que também visitaram a corte de Rodolfo II.

Houve tantas mentes ilustres trabalhando nessa época que é impossível mencioná-las todas; porém, uma que não poderíamos omitir foi Robert Fludd, nascido na Inglaterra em 1574. Como Dee, ele foi um estudioso interessado em temas herméticos. Ele também era um farmacêutico e um escritor prolífico. Ele também viajou extensamente na Europa e foi tutor de algumas das mais nobres famílias.

Em 1614 apareceu um manifesto anônimo na Alemanha, o “Fama Fraternitatis”, brevemente seguido pelo “Confessio Fraternitatis”; ambos os documentos revelaram a existência, história e idéias da Fraternidade da Rosa-Cruz.

A Europa estava dividida entre aqueles que achavam que tal Fraternidade não existia e aqueles convencidos que sim e procuravam ansiosamente encontrá-la e tornarem-se membros dela. Robert Fludd veio a ser considerado associado àqueles por trás dos manifestos, como sendo um dos primeiros Rosa-Cruzes.

A palavra havia sido libertada. Durante os próximos trezentos anos vimos o desenvolvimento do pensamento Rosa-Cruz, a ascensão da Maçonaria, a infusão de pensamento e princípios herméticos em todos os aspectos das artes e da cultura, o declínio da religião ortodoxa, o desenvolvimento da ciência e da educação universal. As idéias Herméticas, a Kabbalah, a astrologia e a alquimia continuaram a ser estudadas e ensinadas em organizações esotéricas, das quais as nossas próprias Ordens de hoje são herdeiras e sucessoras. A Palavra foi transportada da Europa, através dos mares, para a América e o Novo Mundo. Novos países foram fundados nos princípios incorporados nos ensinamentos herméticos.

O Oeste encontrou o Leste e suas Palavras se misturaram e se homogeneizaram. O mundo ficou menor em segundos e registrar a sabedoria de séculos em um “micro chip”.

Mas a palavra continua sendo o veículo da expressão da mente da humanidade. Podemos usá-la para inspirar, para ensinar, para registrar e para comunicar. Podemos também usá-la para destruir e para ferir, para envenenar e para poluir as mentes do nosso futuro.

Ter a habilidade para falar e escrever a palavra traz consigo também a responsabilidade; a de usá-la com Sabedoria, de maneira que expressemos, através dessa poderosíssima ferramenta, o melhor daquilo de que somos capazes – fazer da palavra um verdadeiro instrumento e um veículo da Luz.

Através das palavras que falamos e das palavras que escrevemos somos os transmissores da obra daqueles que partiram antes de nós; somos seus herdeiros e os pais do seu futuro; vamos nos esforçar para deles sermos dignos.

De: Elizabeth Anderton Fox. Magister Templi.

Apresentado no Castrorum do Piorado Norte-Americano em 14 de abril de 2.002.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010




Os mistérios do Eterno e a epopéia do mundo efêmero...
A noite milenar do cosmos e da terra e o lampejo fugaz da nossa história..
O oceano imenso da nossa ignorância e a pequenina gota do nosso saber..
O enigma do mal e o paradoxo das dores..
A estranha escala de luzes e sombras que forma a vida humana..
A eterna odisséia dos bandeirantes da verdade e dos apóstolos do bem..
A tragédia anônima dos heróis do dever e dos mártires do ideal..
A soluçante nostalgia das almas exiladas duma pátria longínqua..
A veemente gravitação do espírito em torno dum centro invisível..
O inextinguível heliotropismo da alma sonhando alvoradas em plena noite..
Visões de praias longínquas..
O vulto heril de um homem feito poema de divino poder e humana caridade - Tudo isso, vibra, e canta, e chora nas páginas que a teus olhos se abrem.
Encontrarás o teu próprio Eu..
O autor é apenas intérprete e locutor do teu subconsciente..
Ele diz o que tu dirias - traduz em palavras explícitas teus pensamentos implícitos.
Dá nome aos mistérios anônimos de tua alma...
Fala do grande dia que a esta noite sucede..
Por isso, lê este livro como teu - e não como meu..
Lê-o, vive-o, sofre-o, não na lufa-lufa profana - mas numa hora de paz e sossego..
Lê-o como a voz do teu próprio Eu - despertada por um Tu...
Seja ele teu companheiro e amigo na jornada da vida..
Na árdua escalada das montanhas de Deus..
Nas lutas atrozes..
No solitário sofrer..
No silêncio dos homens..
Na vitória final..

Huberto Rohden - De Alma para Alma

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010





Venho para falar Dele a todos,
De como guardá-lo no peito
E da disciplina que atrai Sua graça.
A ti, que me pediste.

Guiar-te à presença do meu Bem-amado,
Com minha silenciosa mente te advertirei,
Ou falarei contigo, através de um doce e expressivo olhar,
Sussurrarei baixinho com a voz do meu amor,
Ou te alertarei em voz alta quando te afastares Dele.

Mas quando eu me tornar apenas uma lembrança,
Ou imagem mental, ou voz silenciosa,
Quando nenhum apelo terrestre revelar
Meu paradeiro no espaço insondável,
Quando nenhuma leve súplica ou ordem severa
Trouxer de mim uma resposta,
Sorrirei na tua mente quando estiveres certo,
E quando errares, chorarei através de meus olhos,
Fitando-te veladamente na escuridão.

E chorarei através de teus olhos talvez;
E murmurarei através de tua consciência,
E raciocinarei contigo usando da tua razão,
E amarei todos através do teu amor.

Quando não mais puderes me falar,
Lê meus "Sussurros da Eternidade";
Por meio deles, falarei contigo eternamente.

Incógnito, andarei a teu lado
Protegendo-te com braços invisíveis.
E assim que conheceres o meu Bem-amado
E ouvires a Sua voz no silêncio,
Reconhecer-me-ás novamente, mais tangível
Do que me conheceste na Terra.

Mas quando eu for somente um sonho para ti,
Voltarei para te lembrar que também não passas
De um sonho do meu Bem-amado Celestial.
E quando souberes que és um sonho, como agora eu sei,
Estaremos despertos Nele para sempre.

PARAMAHANSA YOGANANDA

sábado, 16 de janeiro de 2010

A Fragilidade do Amor


QUANTO Mais Elevado de algoritmos, Mais Será, será Frágil. Protegido elementos Precisa ser. UMa pedra permanecerá, embora Irá Mas uma flor. SE VOCÊ UMA atirar Pedra na flor, uma pedra nao se machucará, Mas Será, será destruída uma flor.

O Amor é Muito Frágil, Muito Delicado. Voce Precisa serviços Muito cuidadoso e cauteloso com elementos. Voce PoDE causar tal Dano Que O Outro se fecha, defensivo FICA.

Se VOCÊ estiver brigando Muito, Seu Parceiro COMECARA um Escapar, vai se tornar CADA Vez Mais fechado e Frio, de um MoDo nao Ficar Mais um Ataque Seu vulnerável. Entao, VOCÊ o atacará Mais ainda, PORQUE VOCÊ resistirá uma frieza ESSA.

ISSO PoDE se tornar vicioso círculo da UM, e Que ASSIM E como PESSOAS POUCO uma enamoradas Documentários POUCO SE. Elas se afastam UMA Que acham da outra e A Outra FOI um Responsável, uma outra Que um traiu.

Na Verdade, percebo Como, nenhuma Pessoa enamorada Alguém Jamais traiu. E somente uma ignorancia Que mata o amor. Ficar embaixadores queriam juntas, MAS ignorantes embaixadores ERAM. A ignorancia DELAS COM Que Fez Jogos entrassem in psicológicos, e se multiplicaram sos Jogos.

Osho, in "Osho Todos Os Dias: 365 Meditações Diarias"
Pix Imagem Por Athena's

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010


"Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhido
Mestre Jesus, o Cristo ( Mateus 24, 23-27)

A FARSA CHAMADA SAMAEL AUM WEOR E OS SAMAELITAS


Samael Aum Weor é o pseudônimo de Vitor Manuel Gomez Rodrigues. Usou também o pseudônimo de Kattan Umaña Tamines. Nasceu no dia 6 de Abril de 1917, em Santa fé de Bogotá, Colômbia.

Na primeira edição da revista Monsalvat, Valencia, outros dados são acrescidos:

"Educado em bons modos, estuda nos claustros de um colégio de padre jesuítas e, aos 12 anos de idade, desiludido com a religião, sai do colégio.

Motivado pela incansável vontade de buscar a Verdade, decide investigar os mistérios do além e integra-se no inquietante mundo do espiritismo. Lê, entre outros, Luís Zea Uribe, Camilo Flammarion, Kardek, León Denis, etc.

Tem agora 14 anos. Decide então pesquisar os problemas do Espírito à Luz da Ciência moderna.
Insatisfeito, adere à Sociedade Teosofia aos 16 anos de idade. Aos 18 anos , é lhe concedida a honra de ingressar na escola Rosacruz Antiqua de Krumm-Heller. Estuda Eliphas Levi, Steiner, Max Heindel mas, uma vez, retira-se novamente insatisfeito.


Cansado de tantas teorias, decide entregar-se à meditação. Depois de terríveis esforços, obtém a dita de despertar no Altar da Iniciação e de Dialogar com seu íntimo. Então toma conhecimento de que foi, numa outra reencarnação, um Hierofante Egípcio. Compreende que chegou a altura de abrir as portas da Gnosis à humanidade, mostrando-lhes a senda do "fio da navalha" e ensinando todos os seus perigos.


Faleceu na cidade do México no dia 24 de Dezembro de 1977 e foi cremado no dia 27 de Dezembro."

BIOGRAFIA REENCARNACIONALISTA

Trataremos agora de ver algumas das muitas reencarnações de que nos fala o ousado Samael. Afinal, um pouco de sensacionalismo, só o ajudou na reputação.

- Júlio César (teve como missão ajudar na criação da 4º sub-raça da 5º raça-raiz).
-No livro "O Mistério do Áureo Florescer", diz que, depois de Júlio César, viveu ainda mais duas reencarnações em Roma.
-No mesmo livro, conta uma grande história, em como reencarnou em Espanha na época do Inquisidor Torquemada, e em como acabou por ser morto por ele, na fogueira, vítima de uma grande injustiça. (Tudo isto, já sabemos, para despertar nos seus discípulos um sentimento de pena do mestre.)
-No mesmo livro ainda, diz que reencarnou imediatamente com o nome de Simeom Bleler, e andou pela Nova Espanha e Inglaterra.
-Teve uma reencarnação também em Espanha com o nome de Juan Conrado, marquês e terceiro grande senhor da província de Granada.
-A seguir a esta reencarnação, teve outra no México com o nome de Daniel Coronado. Tudo isto pode ser consultado no referido livro,junto com as suas magníficas sagas de que nos fala este Sr.
-Foi Sacerdote numa ordem sagrada no Tibete, composta por duzentos e um membros.
-Reencarnou no antigo Egipto como um grande sacerdote, no tempo do faraó KEFREN
-Reencarnou na antiga Lua, quando era habitada, e teve por missão fazer o que Cristo fez no nosso planeta, ser crucificado para salvar a humanidade e preparar a quinta raça.

Estes e outros absurdos sem vergonha, podem ser estudados nas obras de Samael.

Um dos exemplos mais aberrantes da sua conduta é dar-se a luxo de nomear os mestres que estão de consciência desperta ou não, como se fosse alguma autoridade para isso. Podem fazer o download do livro , em espanhol, "O meu regresso ao Tibete" na rede.


A divisa dos movimentos de Samael, é Thelema (vontade). É curioso observar que esta divisa nasceu das palavras de Aleister Crowley, fundador da Ordem de Thelema, de que o ousado Samael dá-se o luxo de mal falar descaradamente. Expressões como: "Amor é lei, Amor sob Vontade" e "Faz o que tu queres, Essa é a única Lei" também foram expropriadas de Crowley.


“DOUTRINA GNÓSTICA DE SAMAEL”

A doutrina gnóstica divulgada por Samael, é, nada mais nada menos, do que uma grande salada de conhecimentos apropriada de inúmeras escolas e mestres. Com tal salada, o ousado Samael, deu a cara ao mundo e intitulou-se o mestre da salvação, o "Avatar da Era de Aquário", o Cristo Vermelho, o Logos do planeta. Marte, o Buda Maitreya, etc, etc., o único eleito para divulgar ao homem as chaves da sabedoria oculta e da libertação do homem.

Nas salas de estudo dos ditos centros gnósticos, os ensinamentos outorgados ao aluno, distribuem-se por três etapas, ou "câmaras", a saber, primeira câmara, segunda câmara e terceira câmara.


A primeira Câmara, que se divide em câmara A e Câmara B, consiste em transmitir as práticas esotéricas do centro, como são as runas, magia sexual, zodiacal, elemental e outras, e também se ensina a psicologia gnóstica de Samael, o estudo dos demônios particulares de cada um, a meditação, etc.


A segunda Câmara é uma extensão da primeira, e a finalidade aqui é intensificar mais ainda o estudo e trabalho sobre si próprio, numa postura de mais responsabilidade. Criam-se também correntes de força ou egrégoras entre os alunos, dando as mãos e dizendo alguma oração ou mantram particular.


Fazem-se as meditações grupais para vários fins, como a eliminação dos defeitos psicológicos, a expansão da energia positiva pelo planeta, etc. Para cada aluno é atribuído um par de sandálias e uma veste apropriada.


A terceira câmara é um estágio mais organizacional, dedicado aos professores ou aspirantes a sê-lo.

O MATRIMÔNIO PERFEITO - O PRIMEIRO GRANDE TRATADO

Como estudamos na biografia de Samael, o seu primeiro livro, "O Matrimônio Perfeito", é o resultado de inúmeras investigações nos mundos ocultos e nasce como o livro que contém as chaves da verdadeira gnosis, apresentada ao mundo pela primeira vez.

"Quando saiu à luz a primeira edição de: "O Matrimônio Perfeito", produziu um grande entusiasmo entre os estudantes de todas as escolas, lojas, religiões, ordens, seitas e sociedades secretas...O Matrimônio Perfeito constitui a síntese de todas as religiões, escolas, ordens, seitas, lojas, yogas, etc, etc."

Samael Aum Weor, O Matrimônio Perfeito, 1993, RJ. Brasil, IGA.

Neste livro, o ousado Samael deixa transparecer, inconscientemente, o futuro da filosofia gnóstica por ele criada: uma salada de ensinamentos variados, temperados com os seus conceitos extremistas e absolutistas.


O livro trata dos assuntos mais diversos e deslocados da temática, como a tradição dos esquimós, o Edda germânico, o totetismo, um pouco do Egipto, os antigos maias, um pouco de psicologia sem nexo, e muitas interpretações de caráter sexual por todo lado.


É citada Blavastsky frequentemente (assim com em outros livros). É curioso observar que o autor, como Avatar que se intitula, não oferece nenhuma teoria nova. Dá-se ainda ao luxo de citar mestres espiritualistas, dos quais havia falado mal antes e, como vimos em sua biografia, se havia cansado de todas essas Lojas por onde passou.


Curiosamente, não nos apresenta nada de novo, a não ser todo o material apropriado em ditas lojas.O importante, é manter o título de Mestre da Salvação.
No último capítulo, Samael, narra-nos a sua famosa iniciação no templo de Chapultepec. Isto é um vergonhoso plágio, linha por linha, da obra do Dr. Arnoldo Krumm-Heller, "Novela Rosacruz", editorial Kier, Argentina.


Parte do livro é retirado dos ensinamentos do Dr. Krumm-Heller, principalmente, no concernente à magia sexual e igreja gnóstica. A parte psicológica é, na maioria, apropriada do livro "Tertium Organum"do Dr. P. D. Ouspensky. Citar todas as fontes bibliográficas seria um trabalho desnecessário, já que o caráter do livro não merece tal esforço, pois a maioria dos assuntos são tão mundanos, que nem merecem a menor consideração.

PSICOLOGIA E COSMOGONIA DE SAMAEL

A psicologia e cosmogonia de Samael foram apropriadas, na totalidade, dos ensinamentos de Gurdjief e das obras de seu discípulo, P. D. Ouspensky, fundamentalmente.

Leia-se, "Fragmentos de um ensinamento desconhecido" e "Psicologia da evolução possível ao homem"editora Pensamento. São Paulo.Encontra-se aí, minuciosamente detalhado, o estudo dos cinco centros da máquina humana, os "eus" ou "agregados psicológicos", os Sete Cosmos, o hidrogênio SI-12 e outros, o mundo das 48 leis e outras, colar de Buda, consciência de si, corpos invisíveis, impressões,estados e associações psicológicas, lei do três, lei do sete, lei do acidente, energia sexual e as oitavas, transmutação sexual, etc, etc.


Quanto a parte da Antropologia Espiritual, Samael foi beber diretamente à obra de Gurdjieff, "Relatos de Belzebú a seu Neto". Aí fala-se detalhadamente sobre a evolução do homem, como o homem tinha uma cauda ou apêndice, kundabuffer (Samael inventou para "Kundartiguador"), a missão do arcanjo Sakaki, etc. Expressões como "heptaparaparshinock", "triammazikamno" "Solionesius", "trogoauto
egocrático" etc., etc., São expressões inventadas por Gurdjieff e apropriadas pelo ousado Samael.

Nota curiosa, em inúmeros livros, Samael fala do Mestre G. Por aqui se vê o medo de referir o nome completo, não vá o aluno descobrir as verdadeiras fontes do que aprende.


Também alguma psicologia de Krishnamurti, serviu para alimentar a imaginação fértil do ousado Samael. Inclusivamente , Samael escreveu um livro intitulado "Aos pés do Mestre".

Ainda referente à antropologia, Samael faz a salada mais completa. Não só apresenta os esquemas facultados por Gurdjief, como também cita o esquema evolutivo teosófico frequentemente, trabalhos diametralmente distintos, como outras teorias ainda.

Vale tudo. O importante é impressionar.

Mas para não parecer tudo legitimamente copiado, Samael inventou um pouco sua doutrina. Ao contrário dos ensinamentos de Gurdjief, em que as leis cósmicas, condensavam-se, por último, no mundo das 96 leis,
na Lua, Samael esticou o esquema de Gurdjieff para os "círculos Dantescos", relatados por Dante Alighieri em sua "A Divina Comédia".

RUNAS, MAGIA ZODIACAL, ELEMENTOTERAPIA, etc.

Para impressionar mais ainda, práticas de carater mágico são uma constante nos escritos de Samael.
A grande maioria , são apropriadas dos ensinamentos de krumm-Heller e de sua escola Fraternitas Rosacruciana Antiqua. Leia-se, para o efeito, uma síntese dos trabalhos de Krumm-Heller, "Las Enseñanzas de la Antigua Fraternidad Rosa-Cruz" editorial SÍRIO, Málaga, Espanha, assim como também outras obras do mesmo, quase todas editadas pelas
editorial kier, Argentina: "As Plantas Mágicas", "Logos, Mantram, Magia", "Tratado de Magia Rúnica", "Tratado de Osmoterapia", "A Igreja Gnóstica", "Om Tatwómetro" etc., etc.

Existem, claro, muitas outras práticas, oriundas das tradições mais diversas e das fontes mais duvidosas. Desde xamanismo e práticas índigenas da América Latina, com consumo de drogas para atingir estados alterados de consciência (Leia-se, o "Tratado de Medicina Oculta" do Sr. Samael) a mantras da índia, etc., tudo vale.

No seu livro, "Manual de Magia Prática", o Sr. Samael dá muitas praticas, para muitos fins. Nesse livro, existem três capítulos intitulados: A Imaginação, A Inspiração e a Intuição espectivamente.


Em cada capitulo, termina assim o ousado Samael: "Eu, Samael Aum Weor", sou o Avatar da Imaginação, da Inspiração e da Intuição. O que não valem estas palavras, pronunciadas pela boca deste augusto colombiano, do qual por ser tão importante, não se vê uma única referência à sua excelsa pessoa, em nenhum livro ou escola de espiritualidade neste planeta.


Ainda referente à imaginação, inspiração e intuição, vale remeter o querido leitor para os trabalhos do ilustre alemão Dr. Rudolf Steiner, que em 6000 conferências e inúmeras obras o que mais nos fala é sobre o desenvolvimento destas três qualidades como preceito para o conhecimento dos mundos espirituais. É triste observar como personalidades como este Samael se valem do trabalho dos outros que deram a vida para outorgar à humanidade conhecimentos e perguntas novas.

MAGIA SEXUAL

Também a Magia Sexual é apropriada, mas de fontes tão diversas que não podemos fazer aqui um resumo. mais uma vez, o Dr. Krumm-Heller e a F.R.A são as principais fontes. Também o Dr. Jorge Adoum ou Mago Jefa (membro da F.R.A.) serviu para enorme referência. Leia-se por exemplo, "As chaves do Reino Inferno" e "Do Sexo à Divindade" editora Pensamento, São Paulo.
Depois, toda a classe de tradições tântricas hindus servem de muleta.

OS MOVIMENTOS DE SAMAEL

Samael fundou inicialmente a Igreja Gnóstica Cristã Universal, na Serra Nevada de Santa Marta. Mais tarde, fundou ainda no México, a AGEACAC. Samael teve quatro filhos. Um faleceu recentemente. Outro é um dos líderes do instituto de Caridade Universal e recebeu todo apoio da mãe nesse empenhamento. Das duas filhas, uma continuou a obra do pai, junto de sua mãe, enquanto a outra seguiu um destino idêntico ao de
Ernesto Barón, dissidente e fundador do C.E.G. Em 1993, afirmando-se a única capacidade para continuar a obra de Samael, rebelou-se contra a própria mãe, Arnolda Garro Gomez ou Litelantes, (que Samael dizia ser um Espírito Superior do Karma) e, arrastando muitos professores consigo, assumiu a liderança da AGEACA. Desde então, Litelantes, e seus seguidores, formaram o Instituto Gnóstico de Antropologia
(I.G.A.) sendo a presidente até seu falecimento, a 5 de fevereiro de1998.


A Igreja Gnóstica Universal, tornou-se um centro independente. Nasceu um outro grupo recente, fundado por uma "criatura"que se intitula a reencarnação de Lakhsmi, e que recebeu ordens invisíveis de Samael para continuar seu trabalho. Outra criatura igualmente ousada que se intitula mestre eleito e grande Ser Espiritual funda a IGLESIA GNÓSTICA ESENIA DE LA ORDEN DE MELKISEDEK.

E muitos ousados e tarados ainda estão para surgir. Outros centros vendem os mistérios da gnosis, por correspondência. Na Internet, pode-se acessar a maioria das páginas desses grupos.
É curioso observar como a Igreja Gnóstica Cristã Universal afirma e reconhece na sua homepage que Samael foi beber directamente aos ensinamentos do Dr. Krumm-Heller, e após a sua morte, foi o sucessor de seu trabalho.

Maior blasfêmia não se podia dizer. Basta , para
esse efeito, consultar a Fraternitas Rosacruciana Antiqua, para se constatar, de imediato, que Samael não só foi um membro temporário dessa ordem, como também não tem o mínimo reconhecimento da mesma, a não ser o desprezo e a indignação.

AS VANTAGENS E OS PERIGOS DE AFILIAÇÃO

O maior perigo de pertencer a um destes grupos é a dependência psicológica que se cria, a subordinação total às exigências dos instrutores, a paralisia do pensamento e negação à conversa aberta sobre os temas em estudo e a perda total da vontade própria para pensar, sentir e querer.

Samael, em muitos dos seus livros, começa assim os seus discursos: "Aqui estou eu, eu para falar, e vocês para escutar" E é assim mesmo que se procede nas salas de aula. O professor fala e debate, e você deve-se limitar a escutar e acatar. Pode perguntar uma vez, duas ou até três vezes, mas sempre com um ar humilde. Se insistir em querer desenvolver um assunto que pensa estar pouco elucidado, e se o professor não puder ajudar, não insista mais, ou sujeita-se a graves repreensões, e ataques ofensivos de todo gênero ao seu Ego.

Samael e seus militantes, chamam o homem de "animal intelectual" ou "porcos do intelecto"(leia-se "A grande Rebelião").E é assim que o aluno e o ser humano em geral é visto por esses grupos: seres com mil e um defeitos, mil e um demônios, e todo o contato e convivências naturais do dia a dia devem-se evitar, pois podem ser armadilhas desses demônios. O que importa é a meditação interior sobre nossos defeitos e a sua desintegração, dizem-nos. Em movimentos como as igrejas neo-pentecostais, as pessoas gritam desmazeladamente para que o demônio saia de seu corpo e o liberte das doenças.

Neste tipo de Seitas de Samael, a metodologia é mais sutil e mais serena. Deve o aluno fechar os olhos e tentar descobrir seus demônios interiores ou entidades que criou com seus maus hábitos. Para falar, geralmente, deverá falar apenas do que viu dentro de si.


Não espere ver os professores fazerem o mesmo ou falar sobre si durante as aulas. Eles irão dizer que estão num "outro nível” e estão sujeitos a "outras leis". Certamente que existe convivência entre alunos e professores, mas sempre com um notável distanciamento. Basta o aluno questionar melhor os ensinamentos que lhe oferecem, questionar sua integridade e suas fontes, assim como outras declarações absolutistas inerentes a estes movimentos, que o professor, prontamente revelará a amizade que tinha pelo aluno. A sua frieza e distanciamento, obrigarão o aluno a sair.

Ensinam eles que meditar é "não pensar", de teorias anda o mundo farto. O comportamento que caracteriza muitos dos movimentos de Samael, encontra-se, como exemplo detalhado na secção do C.E.G.

Este tipo de seitas, contudo, tem algo de positivo. O estudo interior de cada um, a identificação com a mãe divina, a meditação, etc. O perigo reside em quando o aluno tem uma personalidade fraca e débil, sem se questionar sobre o que lhe incutem, uma forte auto-sugestão e, consequentemente, a dependência total. Pois, o aluno de pensamento claro e objetivo, raramente fica muito tempo neste tipo de seitas. Se ficar, não tem outro remédio senão tornar-se professor e anunciar a "boa nova" aos demais.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Não há a mais o que dizer deste personagem fantástico, de pouco mérito esotérico e de imaginação fértil. O conteúdo deste artigo são frases soltas certamente. O fanatismo destes movimentos é de tal ordem que se torna difícil acessar a informações históricas sobre os mesmos.


Contudo deixa muito para refletir.
Muitos perguntam, como se justifica as fantásticas declarações deste falso profeta "new age"?
Seria um ousado charlatão ou um doente mental? Será que não se apercebia que o conteúdo da sua doutrina era imensuravelmente contraditório, sem nexo, sem caráter de apreciação histórica, e que indignaria os diferentes movimentos onde foi beber? E, mais grave ainda, estaria a par das repercussões futuras dos seus trabalhos? Das centenas de milhares de pessoas em todo mundo vítima da dependência doentia dos seus ensinamentos?

Uns fazem crer que este homem, Samael Aum Weor, era um espírita e serviria de veículo físico para intervenção de baixas entidades astrais instalarem um novo caos esotérico no planeta, e afastar o ser humano dos movimentos ocultistas tradicionais, fundados por grandes sábios que deram a carne e o sangue para presentear ao homem verdadeiras pérolas de Sabedoria.

Outros levam a crer que este homem simplesmente era um verdadeiro frustrado por sua infância pobre e ignorante. E o excesso de orgulho levou-o a percorrer um caminho fácil, roubando a tudo e a todos para mais tarde ser venerado como um príncipe.

Uma coisa é certa. Com o passar dos anos, toda a sua filosofia sumirá. Pelo excesso de autoritarismo sobre o aluno, pela incongruência dos seus ensinamentos, e pela capacidade de discernimento da alma humana, face a magníficos conhecimentos outorgados pelas escolas mais organizadas, mais credenciadas e menos manipuladoras. Haverá um dia em que os muitos alunos equivocados que se prendem nestas fileiras, olharão mais alto, e não irão querer ver encarcerados os seus pensamentos e sentimentos mais nobres, dispostos nas mãos de ignorantes, doentes e fanaticos.